Eu não sei quanto a vocês, mas eu sempre fui um cara relativamente pontual. E com amigos extremamente enrolões e atrasados.
Do tipo que, se eu chego na hora em algum lugar, fico esperando uma hora eles chegarem. e seu eu chego uma hora atrasado, espero outras duas (afinal, se até o pontual atrasa, os enrolões conseguem atrasar ainda mais).
Aparentemente os filipinos são bem parecidos com meus amigos e cagam pra esse lance de horário.
Esse é o ponto de partida pra essa campanha da BBDO de lá para anunciar a pontualidade da Pizza Hut.
São peças simples. Em destaque a desculpa dos atrasados, e na sombra ali embaixo os motivos verdadeiros.
Perfeito. Conheço bem essa situação. Do tipo, “estou saindo agora” (de Ipanema) e a pessoa só chegar 2 horas depois (ninguém leva 2 horas pra ir de Ipanema a Botafogo em um sábado. É 20 minutinhos e olhe lá!).
Se a campanha não é genial, pelo menos gera identificação. Pelo menos comigo.



Volta e meia a gente vê algma campanha tentando fazer humor étnico e falhando clamorosamente. Geralmente a piada fica interna demais ou fica ofensiva ao povo retratado.
Não é o caso dessa campanha da agência Sharpe Blackmore, de Toronto, para o Jewtopia, um espetáculo de humor off-Broadway que já está em cartaz há bastante tempo e com bastante sucesso.
Por que eu gostaria de ter feito? Porque é simples, direto, simpático e engraçado. Não é genial, nada fora de série, mas é um bom uso dos clichês de filmes com os signos de cultura judaica. Quantos trailers de comédia romântica já não vimos com o termo “a guy meets a girl”? E como se esquecer da Renée Zellweger em Jerry Maguire mandando o “you had me at hello”?
Nunca vi essa peça, mas se me fizer sorrir como essa fez, deve valer a pena.





Sempre coloco aqui anúncios ou campanhas bacanas. Mas tem aquelas que dão raiva. Que você fica puto de não ter feito.
São aqueles casos onde o conceito e a execução são extremamente criativos e eficientes.
Um bom exemplo é essa campanha da Leo Burnett da Colômbia para a LoJack, um serviço de alarme pra carros e motos, ou whatever. Uma amiga minha tinha me mostrado uma dessas peças há uns dias, mas só hoje fui ver a campanha inteira.
Direção de arte impecável, campanha divertida e de fácil entendimento. Tanto que nem precisou de nenhuma amarração. Só mesmo o logo e o site. Sensacional.




Se tem uma coisa que é bacana nos mercados emergentes de propaganda, é que, na mesma proporção que saem coisas surpreendentemente boas e criativas, surgem as paradas completamente bizarras.
Esse é o caso dessa campanha da DDB de Bangkok para o Rachachuros Seasoning, que eu imagino ser uma espécie de tempero, à la Sazon. O conceito é “A tentação do sabor” e a campanha vocês podem ver abaixo.
É bizarro, mas quer saber? Chama atenção pra caramba e eu morri de rir quando vi. Acho que às vezes faz falta umas campanhas sem noção por aí. Mas melhores do que isso, é claro.



Essa vírgula é proposital. Veja o anúncio da BBDO Dusseldorf para a Diet Pepsi. Esse tipo de rivalidade faz muito bem à propaganda… é divertida e ajuda apimentar as coisas. Faz falta mais coisas assim.
EDIT: A imagem não está aparecendo no post, então clique aqui para vê-la.

Mais uma ótima dica do blog Comunicadores de Plantão.
Pelo segundo ano consecutivo o Brasil vai receber o Portfolio Night, que acontece simultaneamente em 21 cidades do mundo no dia 8 de maio. No Brasil, vai ser em São Paulo.

O evento consiste numa espécie de “fast date” pra publicitários mostrarem seus portfólios a diretores de criação importantes do mercado. Cada pessoa tem direito a 3 rodadas de 15 minutos com um diretor diferente. Ano passado deviam ter uns 30, dentre os principais criativos do Brasil.
Eu fui ano passado e valeu bastante a pena. Mesmo que você não ganhe uma vaga, ganha um feedback consistente o suficiente para ajudar a pensar e melhorar sua pasta.
Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 21. Ainda não tem informação do preço, mas ano passado foi 35 dólares.
Site oficial.
PS: Nesse link tem vídeos do ano passado. No de São Paulo, aos 2:10 de filme, aparece eu mostrando uma peça pro Ricardo Chester, que na época estava na JWT e agora é dono da Babel. Meio bizarro a gente se achar sem querer num vídeo por aí.
Desenvolvida após 10 meses de pesquisa, pela agência Santa Clara.
E pensar que eu tinha achado as latas retrô de Coca a melhor coisa que podia surgir nos últimos meses…

Campanha engraçadinha da agência Promoseven, de Dubai, para o micro-SD de 2 Gb da Sony. O conceito é “Armazene o impossível”.
Apesar do bom conceito e das boas soluções nas peças, vocês não acham que funcionaria bem melhor se fosse uma capacidade maior? Hoje em dia 2 Gb não é nada. Até minha unha do dedão do pé deve armazenar mais que isso…
Cliquem nas fotos para verem em tamanho maior.


