28/07 2009
Mad Men Yourself

Mad Men é a premiadíssima série da AMC, de um dos criadores de Família Soprano, que conta o cotidiano de um grupo de publicitários do começo dos anos 60.

E se aquele ambiente de sofisticação e estilo regados a um pouco de filha-da-putice e sacanagem te deixam com inveja, agora você pode se ver naquele mundo. É o Mad Men Yourself.

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E o bacana é que depois de pronto, você pode escolher várias opções de downloads, desde o avatar para redes sociais até o wallpaper widescreen.

E pra testar essa brincadeira, nada melhor do que usar nós mesmos de cobaia, né? Então fiz uma versão rápida de alguns dos autores aqui do blog.

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Vejam abaixo como ficaram alguns Ordinários em 1963 (respectivamente eu, a Natalia, o Bruno, a Natália, o Marcelo e a Juliana):

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Tá esperando o que pra fazer seu personagem? É só clicar aqui.

Dica da @biagranja no Twitter.

Publicitário, blogueiro, produtor de festa e, pro azar de vocês, piadista.

27/07 2009
Nem Tão Bom Assim

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Existe uma mania muito feia em séries e filmes brasileiros: os diálogos com português impossível. Nesse mundo irreal, as pessoas falam como se escreve. Dizem “eu estou” em vez de “eu tô”. Não só é uma mania feia, mas inexplicável também. Largar a artificialidade não pode ser uma tarefa tão difícil assim pros nossos roteiristas.

‘Som & Fúria’ não tem nada disso. As pessoas falam o português da vida real. E a entonação da vida real também – porque existe outra mania muito feia que é o tom teatral com que as frases são ditas. Essas falhas frívolas estão muito abaixo do talento de Fernando Meirelles, conhecido pela dedicação aos detalhes.

As características da série que a destacam e a separam da maioria das produções brasileiras (principalmente as de TV, obviamente) transbordam com esnobação. A maior delas é que não se trata de algo feito pra se ver e com passividade. O ritmo ágil exige concentração. Não é só um traço estético, mas também narrativo. Num movimento de câmera pode ter uma piada, e se você pisca é capaz de perdê-la. O humor tem um timing bem pontuado e discreto. Em outras palavras, você ri de uma piada porque ela é engraçada, e não porque é esfregada na sua cara. Essa sutilidade é o grande trunfo de “Som & Fúria”, mas, ironicamente, também o ponto fraco.

A série não se propõe a ser cômica apenas, mas tragicômica também, e trágica também. Um amontoado de pílulas dramáticas, minisubtramas de amor e relações problemáticas e pequenas amostras do não-glamour da vida artística. Mas Meirelles tem muito medo da pieguice. Ele explicitava a preocupação na época do blog de “Ensaio Sobre a Cegueira”. Ele parece achar que filmar um ator chorando por mais de três segundos significa que a coisa vai descambar no melodrama.

Então o timing que ele usa para a comédia é quase o mesmo usado para o drama, como se cada gênero não tivesse suas peculiaridades. O drama muitas vezes precisa de clima, e “Som & Fúria” não é sobre clima. Não há tempo pra você se conectar emocionalmente com certos dilemas. Dá pra fazer uma pessoa rir com três palavras, mas pra deixá-la com lágrimas nos olhos creio ser necessário um tempo pouco maior. Mas pra Meirelles, na busca pela sutilidade, tudo tem que ser tão “ágil” (copyright), tão rápido, tão tricotado, tão passageiro.

O romance entre Maria Flor e Daniel de Oliveira chega a ter algum espaço, mas quando começa a engatar eles saem da série para darem lugar a Débora Falabella e Leonardo Miggiorin, tão deslocados que parecem estar fazendo um favor. Eu não entendi muito bem a relevância do romance deles pra história – talvez a moral seja que gays podem transar com mulheres se eles gostarem de Shakespeare.

Dante (Felipe Camargo) é perseguido pelo fantasma de Oliveira (Pedro Paulo Rangel), um diretor com quem teve problemas no passado – btw, ele é gay também, mas nesse caso a sexualidade não é gratuita, já que explica a obsessão pelo amigo até depois de morto (e rende boas piadas no primeiro episódio). Só que a relação homem-fantasma é tratada por tudo e por todos com hilariante desconfiança, e quando há uma súbita reviravolta e Elen (Andréa Beltrão) inexplicavelmente passa a sofrer de ciúmes das conversas de Dante com o defunto, você só entende que aquilo deveria ser emocionante (ou “dramático”) porque a trilha sonora para de tocar. (Na verdade, num episódio ficamos sabendo que Elen pode ser presa porque tem problemas com a Receita, o que embasaria o seu estresse repentino e a mudança de comportamento, mas olha só, não é o suficiente)

A trilha sonora é equivocada. É chata e didática. É engraçadinha nas cenas que são engraçadinhas e tristinha nas cenas tristinhas. E pior: não cala a boca. Suponho que ela seja necessária pra contribuir com o “ritmo ágil” (copyright) da série. Mas no fim é quase uma compilação de vinhetas que cumprem o papel de embalar cenas de passagem, como se tudo fosse um graaaande trailer com os melhores momentos de um material bruto muito maior. Esperando a versão estendida em DVD.

“Som & Fúria” é uma versão chupada da canadense “Slings & Arrows”, muito menos afetada esteticamente – e por isso mais sem graça, julgando pelos trechinhos que vi. Mas agora me parece que o estilo sóbrio da original talvez seja mais adequado. A versão brasileira usa recursos técnicos dos quais não deveria abrir mão – edição mais fragmentada, câmera tremida, sobreposição de imagens etc. Mas que pelo menos tire personagens, tire subtramas desnecessárias, sei lá, e dedique seu tempo com coisas mais importantes (leia-se: história em vez de imagens bem fotografadas). Começou bem e não decaiu, o produto final é decente, mas o estilo enjoa. E se quase não se sustentou numa temporada inteira, tenho medo do que por vir numa segunda…

27/07 2009
Humor por mais de 15 minutos

Como desde quinta estou meio afastado da Internet, não sei o que foi modinha, o que todo mundo postou nem o que todo mundo já viu.

Não sei se é velho ou não.

Só sei que é muito engraçado: Marcelo Adnet e sua entrevista no Programa do Jô.

Segue abaixo, em 4 partes:

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16/07 2009
Super Friends

O que acontece quando algum desocupado mistura cenas de Super-Amigos com o áudio de um episódio clássico de Friends?

Acontece um vídeo hilário e genial, como esse:

Via Natália.

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16/07 2009
CQC contra a Pedofilia

Para quem não viu, segunda foi ao ar uma das melhores matérias da história do CQC.

Uma atriz fingindo ter 15 anos entrava em chats públicos e dava corda para aliciadores de menores e pedófilos. Ao seu lado? Danilo Gentili.

Sensacional matéria, tanto pelo humor quanto pela denúncia:

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10/07 2009
Enquanto janeiro não vem…

… a gente vai se contentando com esse trailer feito por fãs para a 6ª (e última) temporada de Lost.

Ele explora inclusive aquela dualidade entre a Luz x Escuridão e a metáfora do gamão que andam sendo debatidas fóruns afora, e que foram mencionadas no último Nerdcast (ouça a parte 1 e a parte 2) .

Está bem legal, e tem legendas pra galera:

Vai ser foda esperar.

Vi no Trabalho Sujo.

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8/07 2009
O ferro-velho de Hollywood

Nessa imagem vemos o fim de vários carros (e afins) que fizeram a fama nas telinhas ou telonas.

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Vocês conseguem identificar todos?

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5/07 2009
John Locke do gueto

E não é que o Locke ganhou um rap só sobre a vida dele?

E é sensacional, hilário (mas só assista se você tiver visto até a 5ª temporada de Lost):

John Locke, I’ll never tell you what you can’t do

Vamos lá, todo mundo cantando junto a letra!

The John Locke Rap

Born on dark day in ’56
John Locke’s entire life had many conflicts
An unknown man behind a steering wheel
Struck John’s own mother with an automobile
Being pushed on a stretcher to a hospital room
She whispers to the nurse “I’ve got a child in the womb”
This accident alone, was hard enough to endure
But then she gave birth… 3 months premature!
Since raising a child at her age would be rough
Locke’s mother made a choice that was incredibly tough
The young John Locke went into foster care
And he’d draw weird pictures, just of smoke in the air
Then one day the young Locke had a guest
But the man stormed off once john failed his test
The man had no idea, 50 years from then
That John would be a leader, taking over for Ben

John Locke
You’re a man of faith and destiny

Several years before his fateful flight from Sidney
John Locke’s own pops stole his motherloving kidney
The old boy meets girl in anger therapy
One look and locke said “Shes my density”
Al Bundy’s wife and the voice of Leela
Helen Norwood Lockes little heart steala
But you know how it goes, always the same with the hos
She peaced and left John Locke to sit and stew in his woes

After receiving his Dear John Letter
Locke headed due west for some sunny Cali weather
He found acceptance one afternoon
When he stumbled upon a humble farming commune
He met a little buddy that he thought he could trust
But his little buddy eddie was the piggy-wiggy fuzz
Locke had the cults back, when they were pushing dope
But when told to kill the narc, our hairless hero said “nope!”

John Locke
Some say you look like Mr. Clean

Setting out to deal with his daddy issues
He was crying too much, running out of tissues
John set up a meeting with his dear old dad
Showed up to confront him in his eighth story pad
Just as the answers were starting to flow
He tombstoned his boy right through the window
He fell from the skies, to the earth where he lies
Snap crackle pop, Locke was paralyzed

No love from his girl, his dad, or his mum
The appendages that sit below his waist are numb
Locke gets around in a chair with wheels
Now you know how Stephen Hawking feels
On 26 inch rims hes rolling straight to the bottom
Faith, Hope, Dreams, Our boy Locke has forgot ‘em
Cursed by fate and plagued with doubt
What else to do? Go on a walkabout

John Locke
I’ll never tell you what you can’t do

John’s boss Randy is a box store tool
Tell’s locke he cant do it, treats him like a fool
When he calls up Helen… he says he wants to bring her
Turns out that this Helen is a his phone-sex swinger
Flying to Australia he meets his guide
Who tells John Locke that his journey’s been denied
“Your a liability, You just won’t make it through”
and John Says “Don’t ever tell me what I can’t do!”

His life is in the dumps but at least hes alive
As he rolls on board oceanic 815
Halfway home John’s flight goes down
And everybodys screaming cause they think think their gonna drown
When he comes to Locke is laying in the sand
Surrounded by wreckage on some whack island
Where they at? only heaven knows
Just then John Locke goes and wiggles his toes

John Locke
It makes me sad, I wish you were my dad

Locke finds a new life amongst the tropic scenery
and begins an epic quest to fulfill his destiny
He finds a hatch with his homie named Boone
Who tumbles off a cliff one afternoon
Pushing a button. Our Locke is a hero
He enters the code before the clock hits zero
John’s led to the Others, Richard, and Ben
Only a matter of time before he’ll be leading them

Time is slipping like a needle on a vinyl
And Jack’s dad tells him that this quest will be his final
To set things right, hes gotta bring back the six
What a shame he has to die to accomplish this
Feeling suicidal, all his pleas were ignored
Ben gets the job done with an extension cord
So where do we stand is he dead or alive?
I dont know man, I’m just on season 5…

Não sei se sou só eu, mas achei o rapper barbudo A CARA do Dominic “Charlie” Monaghan.

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