18/03 2008
Que Lost que nada, misteriosa é essa ilha chamada Grã-Bretanha

Se lembram que quando abri o post sobre Lost, cliffhangers e reclamões eu mencionei que aquela era a primeira de muitas divagações? Pois é, esse post é mais uma. E das longas.

Outro dia eu tava montando aqui em casa um CD aleatório qualquer, como faço de vez em sempre. Lá pela metade da execução dele, reparei que tinha alguma coisa em comum entre a maioria das faixas. Aí olhei pra minha estante de livros, e percebi a mesma “coincidência”.

A maioria dos artistas e bandas que acho mais fodas (não é uma questão de simplesmente gostar, e sim de achar incrivelmente fantásticos, ali no top) são ingleses (britânicos, pra ser mais exato, já que não sei quem por ventura é escocês ou galês). Meus autores favoritos, idem.

O que será que tem naquela ilhota para que nela, sozinha, seja produzido a maior quantidade de arte e cultura pop de alto nível. Se bobear mais do que em todo o resto do mundo junto. Uma pequena fábrica de gênios. Tipo, existem muitos outros países com bagagem cultural riquíssima e muito mais gente. Por que esses não produzem tanta gente boa como a Grã-Bretanha.

Não que eu esteja pelando o saco deles não. É inadmissível um país com tanta m ulher feia e com uma culinária tão medíocre (dá pra entender o mau humor do Gordon Ramsay, imagina crescer comendo “fish and chips” e acordando com um Big English Breakfast?). Mas em muitos aspectos a gente tem que dar valor. Até pelos contrastes. Um lugar onde a tradição (tipo a família real) ainda são motivo de orgulho e respeito nacional, mas de onde surgem as tendência mais rebeldes e de vanguarda. Tipo, só lá pra Rainha Elizabeth e Sid Vicious serem ídolos ao mesmo tempo.

Foi lá que surgiu Shakespeare, mais clássico impossível. Aliás, dá pra gente perder horas tentando lembrar a quantidade de grandes atores e atrizes que se consagraram justamente pelas peças dele. O bardo simplesmente foi incomparável.

Mas voltando à literatura, temos Jane Austen e seus romances vitorianos (Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito, etc). Mas também foi de lá que vieram os malucos Douglas Adams (Guia do Mochileiro das Galáxias) e Terry Pratchett (Discworld) e seus livros, que são completamente transloucados e hilários. Tem a fantasia de Lewis Carrol, a poesia de TS Eliot e de Keats, a bobagem alegórica religiosa de CS Lewis (eu sei que As Crônicas de Nárnia são para um público infantil – o que torna ainda mais covarde a alegoria dele -, mas meu problema é só que é mal escrito… linguagem simples é diferente de linguagem simplória), a ficção história de Bernard Cornwell (Crônicas de Artur, A Busca do Graal, Sharpe, etc) , a multi-milionária JK Rowling (se você não sabe quem ela é o que ela escreveu, nem deve ter chegado a esse ponto do post, mas vamos lá: Harry Potter) e é claro, tem Tolkien (O Senhor dos Anéis, O Hobbit, Silmarillion, etc). Aliás, meu escritor favorito e principal influência (já que também escrevo) é inglês: Nick Hornby (Alta Fidelidade, Como Ser Legal, Febre de Bola, etc). E nos quadrinhos ainda tem o Neil Gaiman e o Alan Moore que também são ingleses.

Só sei que escrevendo esse post me deu uma baita vontade de reler vários deles e escrever posts melhores sobre alguns.

Aliás, aproveitando que já citei Douglas Adams, vale lembrar que ele foi colaborador do Monty Python, gênios do humor. E como um assunto puxa outro, se no passado o humor britânico era capitaneado pelo Monty Python’s Flying Circus, hoje em dia temos as séries do Rick Gervais, como The Office (a versão americana é melhor, mas não importa, nunca teria existido se ele não tivesse criado) e The Extras. E já que o tema é TV, temos ainda os reality ingleses, que são bem bacanas (passam vários na NET, é só zapear), vários deles ligados à comida (tanto sobre fazer como sobre como parar de comer). E eu já tinha falado aqui no blog sobre Skins, uma série excelente (embora a 2ª temporada não esteja no nível da primeira).

Agora, é na música que o bicho pega pra valer. Pra começar, estamos falando de Pop e de Rock, o Brasil (que já deu ao mundo muito do que existe de mais espetacular na música) não conta. Tira mais uma dúzia de coisas dos Estados Unidos, tipo Bob Dylan e algumas bandas. O que sobra de realmente foda nesses gêneros? Vamos lá, você tem um tempinho pra pensar. Pensou em o que? Umas 5 bandas? 10? Posso chutar que pelo menos 80% do que você pensou veio daquela ilhazinha nublada. Isso chutando por baixo.

Já é uma covardia começar a lista com Beatles. Se não bastasse, vieram de lá os Rolling Stones. E o Led Zeppelin. E o Pink Floyd. E o Queen. E The Who. E Cat Stevens, o único cara que disputa mano a mano com o Dylan o trono do folk. Antes que os metaleiros me matem, lembro que o Iron Maiden também é inglês.

E foi lá que nasceu o punk, com o The Clash e os Sex Pistols. Ok, os Ramones são americanos e vieram antes dessas duas bandas, mas o movimento como um todo se formou na Inglaterra.

Eles também deram aos nossos ouvidos o The Cure, Depeche Mode, Dire Straits, Joy Division e The Smiths.

Teve o Brit Pop, com o Oasis, uma das minhas bandas favoritas, além de Blur e The Verve. E ainda temos o Radiohead, Coldplay, Arctic Monkeys, Muse, entre outras. Ah, claro, como pude esquecer de citar o pop das Spice Girls! Se você não gostasse da música era o de menos, podia escolher pra assistir uma das 5 requebrando.

É tanta coisa que eu com certeza esqueci de um monte e no meio dessas de alguma importantíssima, e depois vou ser xingado. Acontece.

Se eu tivesse jogado a Irlanda no meio, aí que estar ferrado, porque os pinguços (aliás, ontem foi St. Patrick’s Day) também mandam benzaço.

Essa constatação aleatória que tive enquanto simplesmente ouvia um CD só serviu pra aumentar minha vontade de conhecer esse lugar. Quem sabe, né? Se nada der certo, largo tudo e me jogo no mundo. Se quiserem me encontrar, um lugar provável é Londres.

Não que eu ache que isso vai acontecer, uma vez que as coisas parecem estar dando certo. Até a próxima divagação!

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13/03 2008
Lost, cliffhangers e reclamões

Atenção: esse post é uma divagação prolixa.

A primeira desse blog. Me conhecendo, até que demorou pra acontecer.

Sabe quando você tá vendo um filme, série ou novela e na hora H, bem no clímax ou assim que acontece uma revelação, ele acaba? E você só vai ter que esperar o dia seguinte, a semana posterior, ou até mesmo meses e anos (aka o lançamento da sequência do filme ou da nova temporada da série) pra saber o que aconteceu? Esses finais são os cliffhangers, também chamados por aqui de vez em quando de ganchos.

Nesse post, especificamente, vou me ater a séries. Desde muito tempo os cliffhangers são essenciais, principalmente nos season finales. Vide Ross falando o nome da Rachel no casamento com a Emily no fim da 4ª temporada de Friends, a aparição da Addison no Seattle Grace no finzinho da 1ª temporada de Grey’s Anatomy, entre outros.

De uns tempos pra cá, eles passaram a fazer parte da rotina semanal de algumas séries. 24 Horas, por exemplo, tem um cliffhanger por episódio. Às vezes um por bloco!

É uma arte difícil. Não é qualquer coisa que deixa aquele gostinho de quero mais e uma vontade desesperadora de que chegue a semana seguinte. E nesse quesito, Lost é imbatível.

Mesmo nos piores momentos (pra mim, boa parte da 2º temporada), a série se sustentou nos finais WTF. Desde então, na maioria das vezes com algo relacionado direta ou indiretamente ao Ben.

Nessa 4ª temporada, tem dividido opiniões. Algumas pessoas acham que a série voltou a ficar ótima (como eu) e outras acham que a série se perdeu (sem trocadilho) de vez.

Creio eu que isso é por terem esperado demais das resoluções da série. Deram importância demais às respostas. E eu meio que tô cagando pra isso. É claro que não dá pra ser algo como “eles estão todos mortos” ou “é tudo um sonho”, como teorizavam na primeira temporada, mas pra mim a graça de Lost está muito mais no ritmo, na diversão de cada episódio, do que em resolver todos os mistérios.

É ficção científica viajada, qualquer desculpa que eles inventarem vai ter furos e metade das pessoas vai odiar e metade adorar. Tem gente que fica puta só porque os caminhos escolhidos não foram os que ela imaginava. Tipo “ah, não foi do jeito que eu quis, então magoei”.

E o pior, começam a reclamar de coisas que estão presentes na série desde sempre. “Ah, as pessoas não se falam”, “fulaninho teve uma atitude idiota” (geralmente fulaninho = John Locke), “cacete, esse cara não pensa?”. Sim, as pessoas não se falam. Desde o piloto. Sim, fulaninho teve atitude idiota. Em todos os episódios. Não, esse cara realmente não pensa. E se você precisou de quase 80 episódios pra perceber isso, você não está muito melhor que ele.

Lost já foi melhor, mas hoje em dia ainda mantém o ponto forte que era mais marcante mesmo nos seus melhores momentos: cliffhangers incríveis. O episódio pode ter sido uma merda, mas no fim você vai descobrir algo, ou vai se deparar com algum mistério, ou whatever que seja e seu cérebro vai explodir. Simples.

E assim Lost mostra que, quando você não é uma série genial (porque Lost nunca foi. Ex. de uma série genial: The Sopranos), no mínimo tem que ser divertida (e ela é, na grande maioria das vezes) e instigante.

Agora me respondam. Se muita gente detestou a segunda temporada, outros tantos a terceira e agora na quarta muita gente acha que ela se perdeu de vez, porque continuam assistindo? Porque aqueles 3 minutinhos finais ainda deixam todo mundo na seca por mais. E ninguém precisa ser o Desmond pra ver o futuro e saber que, indo bem ou indo mal, a série vai se segurar justamente graças a eles.

Lost é o Michelangelo dos cliffhangers.

PS: E quem sabe, logo mais, quando sair o episódio 4×07 de Lost, eu não me junto aos reclamões?

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27/02 2008
Barrados na Rave

Hoje terminei de ver a primeira temporada de Skins.

Não sei quanto a vocês, mas sempre que eu ouço falar em séries adolescentes, me vem direto à cabeça Barrados no Baile, Dawson’s Creek e genéricos, como The O.C., etc. Não que essas séries sejam necessariamente ruins (embora a maioria seja), mas são meio que parecidas, né? Eu, por exemplo, até me divertia vendo Barrados no Baile (nunca vi The O.C., mas há quem diga que também era boazinha), o problema era sempre ser a mesma coisa jovens de classe média ou ricos morando na Califórnia, em NY ou em alguma cidadezinha do Wisconsin e passando por dramas banais adolescentes entre a escola e a vida pessoal.

Skins é uma série adolescente. Focada nos dramas adolescentes entre a escola e a vida pessoal. Mas não é nada, nada igual às séries supracitadas. E é muito foda.

Pra começar, se passa na Inglaterra, e ingleses são naturalmente muito mais cool que americanos. Mas, se não bastasse, a série nos brinda com roteiros ágeis e divertidos, que conseguem fluir das situações mais barra-pesada possíveis (quando eles são sérios, a parada é realmente heavy) ao humor mais escrachado e assumido, de forma completamente natural.

Fala-se bastante de sexo e mostra bastante sobre drogas, etc, mas não a ponto de virar um filme do Larry Clark (tipo Kids ou Ken Park). O amor está lá, mas não de forma piegas. E o humor é foda. Tem a típica ironia britânica, mas não se limita a ela e acaba passando por um humor de comédias pastelão, como a cena em que um personagem tem uma ereção de 15 horas por causa de uma overdose de Viagra, ou quando vão fazer uma excursão de escola num vilarejo russo, com direito à lenhadora gostosa e piadinhas culturais. Ah, e o mais importante, a série não deixa de, o tempo todo, se auto-sacanear. “This is looking like a fucking episode of The O.C.!”.

Isso tudo muito bem dirigido, com uma trilha bacana e com personagens extremamente cativantes e que ao longo dos 9 episódios da primeira temporada, se mostram tridimensionais e muito bem interpretados.

É até curioso ver o garoto que em 2002 fez o Marcus em Um Grande Garoto (o moleque idiota que ficava amigo do Hugh Grant e gostava de cantar Killing me Softly pra mãe suicida) fazendo agora o carinha canalha que come todo mundo e é meio que o “líder” do pessoal.

Ainda temos o cara tímido e atrapalhado de quem todos gostam, a anoréxica maluca viciada em pílulas que é talvez um dos personagens mais doces e cativantes que eu já tenha visto numa série, a gostosa que no fundo se mostra insegura e com pouco amor próprio ao se submeter a uma relação emocionalmente destrutiva, entre muitos outros.

A segunda temporada começou em janeiro no canal E4 na Inglaterra, assim que eu assistir comento mais aqui. Recomendo a todos, sério.

Foi uma excelente surpresa, que só vim a conhecer graças a um vídeo no Youtube com uma cena em que parte do elenco canta Wild World, do Cat Steves.

O vídeo está aí embaixo, mas não veja se não quiser spoilers, já que é justamente a última cena do Season Finale.

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27/02 2008
Celular-transformer

Esse são os novos celulares Softbank 815T PB da Toshiba, híbridos de telefone celular e robôs.

Foram criados para um seriado novo da TV japonesa, mas convenhamos, isso não os
torna menos imbecis.

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26/02 2008
O casal mais divertido do momento

Quem me conhece sabe como me irrita essa onda do politicamente correto que existe por aí há alguns anos. Eu sinto falta dos filmes, programas de TV e comerciais com suas piadas sem noção que fazem todo mundo rir.

Mas hoje é um tal de ter associações pra reclamar de tudo, que acabou que não se pode mais fazer piada sobre nada. Se faz piada com gays, vem um associação e reclama, se faz com mulher, vem outra. Ano passado chegaram a tirar um comercial do ar porque fazia piada com sogras. Peraí, agora existe alguma associação dos diretos das sogras?

Pois bem, não é sobre isso que eu ia falar, e sim sobre a Sarah Silverman e o Jimmy Kimmel. Ela, pra mim, é a comediante mulher mais engraçada dos últimos anos, justamente por ser completamente desprovida desse senso de politicamente correto. Ela é sem noção, ela é suja, ela é ousada e ela é hilária. Ele também é legalzinho e tem um talk-show na ABC.

Os dois são namorados, noivos, sei lá, e mês passado ela fez uma sacanagem com ele no programa, um videozinho zoando que ela tava f****** o Matt Damon. Excelente.

Ontem foi a vez da “vingança” dele. Igualmente divertida, ou até mais. Com direito a participações de Brad Pitt, Harrison Ford, Joan Jett, Dominic Monaghan, Don Cheadle, Robin Willians, Cameron Diaz, Cristina Applegate, Meat Loaf e muitos outros.

Veja abaixo o vídeo dele e depois o original, dela.

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11/02 2008
Ufa, acabou.

 

Agora vai ficar mais fácil poder falar de séries de vez em quando por aqui.

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7/02 2008
Gerador de apelidos do Sawyer

Dica do Brainstorm#9.

Essa é pros fãs de Lost. O gerador de apelidos do Sawyer.

Basta preencher seu primeiro e último nomes, dizendo alguns atributos físicos e intelectuais, para que ele dê um apelido como faz com qualquer pessoa que encontra. Quem acompanha a série sabe o quão engraçado isso costuma ser.

O meu foi Pud. E o de vocês?

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