
Dar dicas de Nova York é dificil. Todo mundo vai lá e cada um tem suas preferências. Ao mesmo tempo, pra nenhum outro lugar me pedem tantas dicas quanto NY. Todo ano pelo menos umas 3 pessoas novas me pedem dicas da cidade. Por isso resolvi resumir os inúmeros e-mails que já repassei para as pessoas em um único post.
Verdade seja dita, NY é uma cidade tão diversificada que 10 pessoas diferentes podem ter 10 roteiros diferentes de sua preferência. Esse é apenas o meu. Creio que ele serve para aquele que vão a cidade pela primeira ou no máximo segunda vez pois após isso você já deveria ser capaz de fazer seu próprio roteiro.
Quantos dias ficar?
Essa é a pergunta mais difícil de responder. De todas cidades que eu já estive no mundo, nenhuma tem tanta coisa tão interessante pra se fazer quanto NY. Dá pra ficar muitos dias lá sem se entediar. Minha resposta padrão é ficar ao menos 7. É o suficiente pra ver os principais pontos turísticos e fazer compras. Mas se puder fique 10 ou até 2 semanas, para poder aproveitar a cidade além dos cartões postais. Em um roteiro de 7 dias dificilmente você conseguirá colocar um dia inteiro apenas caminhando pelo central park ou uma noite patinando no gelo no Rockfeller Center (a pista costuma ser colocada no final de outubro/início de novembro). Não fique menos que 4 de maneira alguma.

O que fazer?
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Depois de passear pelo Laos com Fabiano Ristow nossa coluna chega ao Vietnã por Ho Chi Minh, antiga Saigon.
A entrada foi tudo o que você espera de um país comunista: soldados na imigração que te tratam igual aquelas tias velhas da secretaria do seu colégio/faculdade sabe? Uma rabugentisse ímpar como se estivessem fazendo um favor a você e não como se isso fosse o trabalho deles. Vimos várias confusões e alguns vistos negados mas após alguma demora recebemos nosso passaporte sem problema. O visto pro Vietnã aliás, se tirado na hora, necessita de uma autorização do governo que você consegue com algumas agências online. O processo é basicamente o seguinte: você digita Vietnan Visa Online no Google, clica em um dos links, paga 20 dólares, recebe um papel escrito em vietnamita com seu nome e torce pra que aquilo sirva de alguma coisa. Até hoje serviu pra todo mundo que eu conheço.
Além dessa “carta” eles exigem o pagamento de mais aproximadamente 20 dólares na hora e uma foto. Agora, eu já vi gente entrar sem a carta e eu entrei sem a foto. Mas sem os 20 dólares nunca vi.
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Se alguém mencionar o Laos, que imagem surge na sua cabeça?
No meu caso, eu visualizava árvores, rios e vilas. “Ignorância, óbvio”, pensei. Eu fui no Google Images. Aparecem árvores, rios e vilas. E alguns mapas mostrando um país pequeno e espremido – como uma criança que se perdeu da mãe no shopping – pelos ilustres Vietnã e Tailândia, mais identificáveis por causa das aulas de história e do cinema. Quantos filmes falam sobre eles. Eu amo o cinema da Tailândia. Meu diretor favorito é de lá. Não precisa ter ido pra saber: são lugares maravilhosos. Já o Laos… Não me lembrava do que meus professores falavam, e Wikipedia e Lonely Planet não são exatamente a forma mais eficiente de ficar por dentro do contexto.
Mas eu fui.

Não vou me estender em muitos detalhes, apenas compartilhar minha experiência geral e algumas curiosidades. Foi assim. Peguei um barquinho na Tailândia, atravessei um rio durante cinco minutos e pisei num dos 20 países mais pobres do mundo. E a primeira impressão foi essa: caos. Um balcão com dois policiais que não falavam inglês (exceto “Please wait”, aparentemente) tentava lidar com dezenas de gringos que procuravam (sem sucesso) alguma lógica (tipo uma fila) na plataforma mínima da imigração de Huay Xai, no noroeste. Nenhuma placa dava explicações de como proceder pra obter o visto. Bem, na verdade havia uma que avisava: se você tiver um caso com uma mulher do Laos, será deportado. Uma velhinha europeia gritou: “Venho de um país mais rico”. Se com isso ela queria algum privilégio, jamais saberei.
Foi essa a minha primeira visão no Laos.
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Passado todo o encanto de Cape Town descrito na Parte 1 deste post, a viagem segue no caminho de 800km até Port Elizabeth. Ele deve ser feito com calma e em muitos dias para aproveitar tudo a região lhe proporciona.
Para a viagem de carro, apenas uma dica: abasteça sempre que possível. Nos meus 10 mil km de África do Sul, várias vezes eu passei aperto pois simplesmente não havia postos de combustível ou qualquer coisa em volta da estrada por mais de 300km. Em um momento tive de entrar na pequena Trompsburg, cidade de 1 rua, onde as crianças corriam em volta do meu carro e ascenavam gritando “Kaká! Kaká!” que eu credito não a bandeira do Brasil que tomava todo meu capô mas a minha provável semelhança física com o galã do futebol. Aliás, aquela cidade era tão fim de mundo que eu duvido que eles sabiam que estava acontecendo uma Copa do Mundo no país. Para eles, nossa chegada foi a maior notícia desde o fim do Apartheid.
Mas voltando a Garden Route (Rota do Jardim), é importante dizer que quase todo vilarejo entre Cidade do Cabo e Port Elizabeth tem alguma coisa imperdível para fazer e você poderia passar inúmeros dias apenas nessa região. Portanto vou tentar me ater aos programas que eu achei mais legais e vou deixar de fora praias como a famosíssima Jeffrey’s Bay, uma das mecas do Surf mas sem grandes atrações para quem não é praticante do esporte (e se você tem apenas uns 3 dias para isso vá direto a Knysna e pule os parágrafos abaixo).
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Qualquer pessoa que já esteve na África do Sul se surpreende. É tudo o que você não espera da África.
Em 2010, durante a Copa, eu peguei um carro e rodei por 10.200km de norte a sul por nada menos que 32 dias e embora inúmeros lugares tenham tomado minha atenção, a região da Cidade do Cabo e Rota do Jardim (Garden Route) se destacaram a ponto de me fazerem esquecer da competição futebolística que estava acontecendo no país.
Por conta dos preços abusivos das companhias aéreas durante a competição da FIFA, eu e meus amigos resolvemos alugar um carro e fazer a aventura dirigindo. Eu não poderia ter feito escolha melhor e recomendo a todos que façam o mesmo. As estradas africanas são ótimas e o GPS pega bem mesmo nos lugares mais ermos. A dica aqui é alugar o carro na Avis e pagar antecipado já do Brasil pois eles costumam dar franquia zero no seguro caso você faça isso. Pode parecer bobeira a princípio, mas será extremamente necessário quando um leão começar a morder a frente do carro ao lado.
Mas se ao contrário de mim, você não pretende passar tantos dias no país, meu roteiro recomenda que você esqueça Johannesburgo e o famosíssimo Krueger Park(perto da região tem o Addo que é tão bom quanto). Concentre-se na região entre Cidade do Cabo e Port Elizabeth (aprox. 800km) e se delicie com maravilhas naturais.
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Conversando sobre as minhas viagens uma vez com uma amiga, descobri que sua madrasta, ao chegar à porta do Louvre em Paris, preferiu ficar dentro do carro lendo uma revista a visitar o museu com o resto da família. Segundo ela, quem já viu um museu, já viu todos.
Não estou nesse nível de falta de cultura. Longe disso. Namoros passados com garotas muito mais cultas que eu, me tornaram capaz de reconhecer um Mondrian ou um Warhol por aí. Mas verdade seja dita, a arte não é o meu ponto forte.
Na Itália, são tantos os museus que resolvi limitar o meu tempo de admiração apenas às Tartarugas Ninjas. Se for Donatello, Michelangelo, Leonardo (da Vinci) ou Rafael eu parava para admirar, senão bola pra frente.
Com isso resolvi fazer um roteiro onde eu podia apreciar a Itália sem precisar parar para ver cada quadro pintado em cada igrejinha. E para tal, a minha dica da Itália é: pule os museus de Veneza (e vá a cidade apenas se quiser matar a curiosidade das ruas inundadas ou andar de gôndola) e concentre-se em Florença e Roma.

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A Ilha de Phi Phi é, em minha opinião, o melhor ponto da costa de Andaman na Tailândia.
A ilha ficou famosa por causa de Maya Beach, a praia onde Leonardo Di Caprio gravou o filme A Praia. Se viu o filme sabe do que estou falando, se não viu vale mais a pena ver as fotos do que o filme que é horroroso.
Para ir a Phi Phi a melhor maneira é pegar um avião até Phuket e pegar uma barca até Phi Phi(ao lado foto da popa do barco). As barcas saem da marina em 3 horários por dia (8:30, 13:30 e 14:30) e o ingresso pode ser comprado em qualquer agência do aeroporto mesmo ou lá na hora. O trajeto dura cerca de 2 horas. A ilha é bem simpática, extremamente informal e cheio de gringo (australianos, suecos, franceses, etc.) andando descalços, de roupas de praia, sem a menor cerimônia. Isso dá um ar bem descontraído para o lugar. Como era ir pra praia antigamente, onde todo mundo andava desleixado mesmo por que bem, era férias sabe?
A ilha é pequena, em 20 minutos a pé você mata ela inteira. A maior parte dela é formada por becos e ruelas onde o chão é de terra e as construções pequenas. Apesar disso você consegue uma infraestrutura bem razoável para turismo.
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E como prometido, o Vida Ordinária está cheio de novas colunas e colaboradores. E a primeira novidade que vocês vêem é essa, uma coluna de viagens que foge do comum, seja nos destinos como na forma de falar: é a Viajando, Cagando e Andando. Tudo na visão do nosso novo colaborador, Luís Paulo Porto, que já viajou por tudo quanto é canto desse mundo e morou até na Malásia
Aproveitem a viagem. A primeira parada é Dubai.
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Os Emirados Árabes estão na moda.
Tão na moda que até a Carrie Bradshaw e suas amigas de Sex and the City
foram pra lá. Mesmo assim, metade dos brasileiros acha que Emirados Árabes e Arábia Saudita são o mesmo país que todo ano se classifica pra Copa treinado por algum técnico brasileiro que andava sumido. Mas isso não impede que milhares de nós voem pra lá como farofeiros saindo de São Paulo para pegar uma praia no Leme e cochilar no bagageiro do busão antes de retornar para a terra da garoa. Está tão na moda a ponto da Emirates aumentar a malha para o Brasil com mais um voo diário, entre Dubai e Rio a partir de janeiro de 2012 (além do já existente São Paulo-Dubai).
Aliás, falando em Emirates, você já começa a entrar no clima da viagem quando entra no avião. A impressão que você tem deste voo é que não importa para que direção você olhe há sempre alguém com cara de que irá derrubar a aeronave. É como se a Al-Qaeda tivesse feito sua convenção anual no Club Med de Angra e agora está voltando pro Afeganistão no mesmo voo que você. Se eu sou o presidente dos EUA começaria a procurar pelos aliados do falecido Bin Laden por ali.
Apesar da impressão inicial, o voo é bom. Ponto para a Emirates que investiu minimamente no conforto dos passageiros fornecendo nas poltronas da classe econômica, além da posição reta e super reta, também a posição quase reta. Quando eu fui, dei a sorte de estar na época de conflitos no Oriente Médio o que me proporcionou um assento na classe executiva de pobre. Sabe, ninguém do seu lado, você levanta os braços das cadeiras, toma um Dramin pra dar sono e deita comemorando como uma criança que acha um palito de picolé premiado.
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