Comédias românticas e filmes água com açúcar destinados às mulheres muitas vezes acabam dando lições para elas sobre relacionamentos e rapazes.
Será que essas lições são boas? Vamos ver:


E claro, não podia faltar:

Muita gente diz que Kristen Stewart, a mocinha de Crepúsculo
, Adventureland
e em breve de Runaways, não tem expressão. Ou melhor, que tem apenas uma expressão.
E é com base nessa brincadeira que o pessoal do Sketch Comedy Show fez com esse vídeo, que coloca Kristen e sua eterna cara blasé irritadiça nas mais diversas situações:
Quem viu a Kristen em premiações, até quando ganha, sabe que a paródia é perfeita. Hilária!
Por muito tempo adiei esse post, mas agora não tem mais jeito. É hora do Vida Ordinária falar de Crepúsculo e escrotizar a saga. Não que eu precise de muito esforço pra isso, já que ela já se escrotiza por conta própria.
Não vou ser simplista de resumir esse post dizendo que Crepúsculo é sobre uma garota apática dividida entre a necrofilia e a zoofilia. Pra isso já existem os 174864928462 piadistas de twitter que já soltaram essa tirada.

- Se vocês dois me amam, porque não param de ficar
se comendo com os olhos? Get a room!
Mas o pior é que não fica longe disso. Não me sujeitei aos livros, já que os filmes foram suficientes para eu querer me matar. Mas é bem possível que a versão escrita seja menos ruim, uma vez que provavelmente não se resume galãs infanto-juvenis que não sabe atuar, sempre sem camisa.
Primeiro vamos falar do tal do Edward. Vocês não acham estranho que um cara eternamente num corpo de adolescente e com toda a sabedoria de anos e anos de vida teria um repertório suficiente pra pegar um monte de mulher? Então porque raios ele demora tanto tempo até se arrumar com uma, e foi logo com a insossa da Bella?
Minha teoria é de que na verdade ele era uma bichona enrustida, até que, quando percebeu que sua família já ia achar estranha essa solteirice eterna, arrumou uma amiguinha insossa que pudesse posar de sua namorada enquanto ele brincava com estacas.
Se isso não for indício suficiente, tem o lance de brilhar no sol. Não tem jeito, não tem defesa, isso é gay demais.

- Ai, amiga, se joga! Com esse sol a gente vai ar-ra-sar no brilho!
O Lestat de Entrevista Com o Vampiro era um viadaço que brincava de ser esposa do Louis (numa relação quase Madonna/Jesus Luz) e mesmo assim não conseguia ser mais gay que um vampiro que brilha no sol. Aliás, essa variedade de vampiros gays só reforça aquela minha velha teoria de que vampiro não é coisa de homem (ao contrário de zumbis).
Mas mesmo que o Edward seja macho, como posso respeitar um cara que em mais de um século só pegou uma garota? Não é machismo meu não, posso garantir. Se estivéssemos falando de uma vampira mulher, também seria muito estranho ela não conseguir ninguém nesse tempo.
Vale lembrar que até aqui na nossa terra a gente tem vampiros mais eficientes. Como o Bento Carneiro, o vampiro brasileiro de Chico Anysio, notório por suas dezenas de casamentos, muitos deles com mulheres que eram símbolos sexuais na época, ou ainda o Vlad, de Vamp, que mesmo sendo o Ney Latorraca (“significa”) deu uns pegas na Cláudia Ohana em seu auge.

Bento Carneiro, vampiro brasileiro e comedor de primeira linha
(a Zélia não conta… todo homem já teve sua baranga)
E aí tem o Jacob do outro lado. Um lobisomem que depila o peito. Na boa, não entendo porque as fãs ficam se dividindo em Team Edward e Team Jacob, uma vez que me parece bem claro que, no fim das contas, os dois jogam no mesmo time. Se é que vocês me entendem.
E por fim a Bella. Ah, a Bella. Uma menina linda. Mas que, o que tem de bonita, tem de insossa, apática e insegura. Qual é a dela ficar andando de cabeça baixa o tempo todo? De falar baixo, de ser antipática? Aproveita que você é bonita e pega o capitão do time de futebol americano. Ou se você não quer ser fútil, o nerd ajeitadinho. Deu certo em Adventureland, não foi? Mas não fica dando mole pro defunto afeminado e pro saco de pulga, caramba!

Quem diria que Jesse Eisenberg seria o melhor partido
a aparecer nesse post, né?
Bella é a típica adolescente que se sente sofrida sem motivo, que reclama de barriga cheia, e acha legal ser soturna, obscura e do contra. Aposto que ela ouve Nightwish.
E é nesse triângulo amoroso sofrível que a saga Crepúsculo se apóia. Assim não dá, né? Curioso como a principal sensação ao ver uma obra sobre vampiros, seres imortais, é a de querer morrer.
De um lado, um épico de ficção-científica. Do outro, um thriller intenso de guerra. E no meio dessa disputa entre Avatar e Guerra Ao Terror pelo Oscar, um filme menos grandioso em seus temas e em sua concepção. Mas gigante em sua capacidade de falar do ser humano, das suas relações e dos seus propósitos. Esse filme, uma verdadeira pérola, é Amor Sem Escalas.
Com um roteiro maravilhoso, muito bem dirigido pelo ótimo Jason Reitman (que depois de Obrigado Por Fumar e Juno emplaca seu terceiro filme que só merece elogios), não é uma comédia romântica, ao contrário do que o péssimo título brasileiro possa dar impressão (se chama Up In The Air no original). Sequer uma comédia. É um pequeno passeio pela melancolia e pela solidão de um homem que começa a repensar suas convicções.

Esse homem é Ryan (George Clooney, competente como de costume), que ganha a vida viajando os EUA para demitir pessoas no lugar dos seus chefes bundões. Em tempos de crise, dá pra imaginar que ele viaja bastante, certo? E mais: ele gosta disso. De estar sempre em movimento, sem casa, sem compromissos. E é isso que defende em palestras que também dá, usando os bens e relacionamentos de cada um como uma metáfora para pesos em uma mochila. Ele, claro, nega que esteja sozinho, diz que está com pessoas o tempo todo. Mas aos poucos fica claro para a gente (e posteriormente até pra ele), que não ser sozinho é diferente de não ser solitário.
O ponto da virada para Ryan repensar sua vida é o surgimento de duas personagens femininas. Natalie, numa atuação espetacular de Anna Kendrick (que deve ter feito esse filme pra compensar por Crepúsculo, a bomba que a projetou), é a típica recém-formada cheia de teorias e vontade de revolucionar o trabalho, mas sem o conhecimento de como as coisas funcionam na vida real. Ela pretende implementar um sistema para as demissões acontecerem por vídeo-conferência, e claro que Ryan não concorda. Não só por se tratar de um momento delicado, mas por um egoísmo dele em não querer perder a vida de viagens e seu único propósito na vida: atingir 10 milhões de milhas na American Airlines e se tornar o 7º homem no mundo a conseguir as regalias que atingir essa marca representam.

Ensinar ela a dureza e a sensibilidade do trabalho parece em princípio ser um beco sem saída, mas aos poucos os dois vão se entendendo, e é a visão de mundo sonhadora dela, com as tradicional meta casar/ter filhos que acabam fazendo Ryan aos poucos olhar de forma diferente sua relação com a outra mulher a que me referi acima: Alex. Ela (que ganha vida através da linda Vera Farmiga) é uma versão feminina do Ryan, e no meio das agendas atribuladas de viagens dos dois, sempre que se encontram têm um casinho.
É com uma nova perspectiva de vida que Ryan começa a mudar e buscar o contato humano do qual tanto fugiu, a começar pelas irmãs. É ao conversar com o noivo da irmã mais nova que finalmente ele atinge essa transformação e percebe que todo mundo precisa de um co-piloto, numa metáfora mais que pertinente à vida dele.

E a grande genialidade do roteiro é fugir do fácil e encarar o real. Pois assim como Natalie precisava saber como a vida funcionava pra valer num momento delicado como o de demitir alguém, Ryan precisava saber que quando você “enche sua mochila”, quando você fica aberto para alguém entre na sua vida, nem sempre é fácil. E às vezes simplesmente a pessoa não quer entrar.
Outro ponto forte são as reações dos demitidos, bem verdadeiras, humanas, seja no momento em que são desligados dos seus empregos, seja no fim, quando vemos seus depoimentos mostrando o que os deu força pra continuar. JK Simmons e Zach Galifianakis em especial fazem pontas memoráveis.

Amor Sem Escalas não é um filme triste, que fique claro. Mas é melancólico, e com uma sensibilidade única fala de tudo aquilo de bom e ruim que envolve as relações humanas e a importância de ter alguém ao seu lado, seja a família, amigos ou um amor.
Lindo e genial.

A Entertainment Weekly convidou os astros do Big Bang Theory para fazer uma série de fotos parodiando as maiores situações/filmes/seriados de 2009. Os escolhidos foram Crepúsculo (quem resiste a zoar esse filme?), Susan Boyle, Kanye West vs. Taylor Swift
no VMA e Jon&Kate (um reality show que é meio desconhecido por aqui). O resultado ficou muito genial, principalmente do Crepúsculo que ficou IGUAL. Abaixo, as fotos com o seus respectivos making ofs.
